Instalação de gás em edifícios: o que o projeto precisa prever

instalação de gás em edifícios

A instalação de gás em edifícios é uma etapa que exige planejamento técnico, atenção aos detalhes e absoluto compromisso com a segurança. O gás oferece eficiência para usos domésticos e comerciais, mas também impõe riscos que exigem atenção. Por isso, os engenheiros precisam conduzir cada etapa do projeto com responsabilidade, seguindo normas específicas e aplicando boas práticas de engenharia.

Quando bem projetado, o sistema de gás traz conforto, economia e segurança para os usuários. No entanto, erros ou negligências no projeto podem resultar em vazamentos, explosões, intoxicações e falhas no abastecimento. Por isso, é essencial conhecer os principais pontos que um projeto de instalação de gás em edifícios precisa prever desde o início.

A importância de um projeto técnico especializado

O primeiro passo para uma instalação segura é a elaboração de um projeto técnico. Esse projeto deve considerar o tipo de gás (GLP ou GN), a quantidade de unidades consumidoras, a disposição dos pontos de consumo e as características físicas do edifício. Cada uma dessas variáveis influencia diretamente na escolha dos materiais, no dimensionamento das tubulações e na localização dos dispositivos de segurança.

Um projeto bem feito permite antever interferências com outros sistemas (como elétrica e hidráulica), facilitar manutenções futuras e garantir que toda a instalação esteja em conformidade com as normas da ABNT, especialmente a NBR 15526. Além disso, um bom projeto reduz custos a longo prazo e evita correções caras e arriscadas após a obra pronta.

Ventilação adequada: um ponto essencial

A ventilação é um dos pontos mais importantes da instalação de gás em edifícios. Ambientes que abrigam aparelhos a gás, como fogões, aquecedores e fornos, devem contar com ventilação permanente. Isso significa prever entradas e saídas de ar em posições adequadas, conforme as normas técnicas.

Sem a ventilação correta, há risco de acúmulo de gás em caso de vazamento, o que pode causar acidentes graves. Além disso, a queima incompleta do gás por falta de oxigênio pode gerar monóxido de carbono, um gás tóxico que é imperceptível e extremamente perigoso. É por isso que a ventilação deve ser tratada como parte integrante do sistema de gás, e nunca como um acessório.

Roteamento das tubulações: segurança e praticidade

Definir o traçado das tubulações é uma das tarefas mais críticas do projeto. As tubulações não devem passar por locais fechados sem ventilação, como caixas de elevador ou shafts completamente vedados. Além disso, é preciso manter distância de instalações elétricas, evitando qualquer risco de ignição em caso de vazamento.

As passagens devem ser acessíveis para manutenção e inspeção, e o uso de conexões deve ser reduzido ao mínimo necessário, para diminuir os pontos de possíveis vazamentos. Também é importante prever caixas de inspeção e válvulas de bloqueio em locais de fácil acesso.

Posicionamento dos pontos de consumo

Fogões, aquecedores e outros aparelhos devem estar localizados de forma que o acesso às conexões e registros seja fácil. O projeto deve prever essas instalações de modo a garantir funcionalidade e segurança ao mesmo tempo. Além disso, é fundamental garantir que o tipo de gás utilizado é compatível com os aparelhos, evitando riscos de mau funcionamento.

Alguns casos exigem proteção contra intempéries ou ventilação forçada, principalmente quando os aparelhos ficam em áreas semiabertas ou em ambientes fechados.

Medidores e sistema de medição individualizada

A medição do consumo de gás deve ser prevista no projeto desde o início. A medição individualizada é uma exigência cada vez mais comum em condomínios residenciais e comerciais, já que promove maior justiça na cobrança e estimula o uso consciente.

O projeto prevê um local adequado para a central de medidores, com acesso facilitado e proteção contra danos. Ele organiza e identifica a distribuição das linhas de alimentação, permitindo manutenção e leitura sem interromper o fornecimento.

Materiais e conexões: o que diz a norma

As normas técnicas brasileiras (ABNT NBR 15526 para GLP e NBR 15923 para gás natural) exigem materiais e conexões específicos e certificados, determinando que tubulações devem ser de aço carbono, cobre (tipos “R” ou “L”) ou materiais poliméricos aprovados, todos com certificação INMETRO, enquanto conexões devem ser metálicas (latão, bronze ou aço), jamais plásticas ou improvisadas. 

Use mangueiras flexíveis exclusivas para gás (com faixa azul) e substitua-as a cada 5 anos. Aplique apenas pastas ou fitas específicas nas vedações para evitar vazamentos, garantir a estanqueidade e manter a segurança contra explosões e acidentes.

As conexões também precisam obedecer a padrões rigorosos, garantindo estanqueidade e resistência mecânica. Os técnicos precisam submeter o sistema a ensaios de pressão e estanqueidade antes da liberação para uso, garantindo que não ocorram vazamentos.

Testes e comissionamento do sistema

Antes da entrega da obra, todo o sistema deve ser testado. Isso inclui o ensaio de estanqueidade, o teste de pressão, a verificação do funcionamento dos registros e a conferência de todas as conexões. Esses testes garantem que a instalação está pronta para operar com segurança.

O comissionamento é a etapa final de conferência técnica. Além dos testes práticos, envolve a conferência da documentação, das plantas, dos memoriais descritivos e dos certificados dos materiais usados. Somente após essa verificação detalhada o sistema deve ser considerado liberado.

Os erros mais comuns (e perigosos) em instalações de gás

Entre os erros mais frequentes estão o uso de materiais inadequados, falta de ventilação, traçado de tubulação passando por locais proibidos, ausência de registros ou válvulas em pontos estratégicos e falta de testes antes da entrega. Esses equívocos comprometem a segurança de todos os usuários e podem gerar prejuízos sérios.

Evitar esses erros é papel do projeto. Não é apenas uma questão de economia ou praticidade, mas de responsabilidade com a vida das pessoas que vão utilizar aquele ambiente.

A Tectos projeta instalações de gás com segurança e precisão

Na Tectos, cada projeto de instalação de gás em edifícios é pensado com base em normas, experiência de campo e segurança técnica. Desenvolvemos soluções sob medida para cada edificação, levando em conta as necessidades do cliente, as exigências legais e a viabilidade da execução.

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